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quinta-feira, novembro 04, 2010

PostHeaderIcon Pré-Photoshop Soviético

Parece que afinal o Photoshop 1.0, lançado em 1990, ocupando o espaço de uma disquete (1,44Mb) não foi o primeiro dos editores de fotografias e imagem para computador. Nem ele, nem mesmo o seu antecessor, o Photoshop 0.63, lançado em 1988.

Este video, datado de 1987, mostra uma pessoa a usar um software de edição de imagem primordial, suposta de origem Soviética. Uma prova da superioridade tecnológica Soviética? Talvez não, uma vez que um dos utilizadores do site onde foi publicado, refere que não se trata de tecnologia de origem Soviética mas sim da tecnologia francesa Pericolor, com a interface traduzida para russo. Além disto, curiosamente, parece estar a ser usado um computador Apple III no video.

Fica o video.

Pré-Photoshop Soviético (ou não!) de 1987

No entanto, a tecnica de manipular fotografias não é de agora, nem de 1987. Este exemplo mostra uma foto falsificada do tempo da Russia de Estaline. As ferramentas podem evoluir, pode ser feito em laboratório ou em computador mas a vontade, essa, é antiga.

 

Fontes:

http://www.boingboing.net/2010/11/03/soviet-proto-photosh.html

http://therealrevo.com/blog/?p=17566

sexta-feira, março 05, 2010

PostHeaderIcon Diesel vs. Gasolina

O diesel é um combustível menos refinado que a gasolina, requer menos trabalho, menos tempo, a produzir, daí o porquê o diesel ser originalmente mais barato que a gasolina, embora hoje em dia esta questão esteja muito mais relacionada com os impostos. Enquanto a gasolina é um líquido mais refinado, mais fino, o diesel é mais como um óleo.
Ambos são motores de combustão interna, mas o motor a diesel difere do motor a gasolina em alguns aspectos:
Num motor a gasolina, a gasolina entra na câmara de combustão já previamente misturado com o ar, necessário à combustão, ou pelos injectores, ou pelo carburador, nos carros mais antigos na Europa, nos Estados Unidos ainda se usam motores a carburador, não se sabe bem porquê, talvez porque, digam o que disserem, a gasolina lá é barata e um carro que gaste 10l/100Km gasta pouco. Uma vez na câmara e após a compressão (a compressão de num motor de combustão, ou taxa de compressão, é o quão o pistão comprime a mistura na câmara antes de combustão) da mistura por parte do cilindro, a mistura é queimada através da faísca da vela. Isto faz com que o pistão seja empurrado devido à pressão resultante dos gases e, consequentemente, o motor roda.
Num motor a diesel, o ar entra separado do diesel na câmara. Primeiro entra o ar que então é comprimido a uma grande taxa de compressão, (normalmente o motor a diesel tem uma taxa de compressão superior ao motor a gasolina, uma das razões para que tem mais cilindrada e a razão pela quão o bloco é mais robusto) ora o ar altamente comprimido aquece e é aqui neste ponto de alta compressão que o diesel é injectado directamente na câmara a alta pressão e ao entrar em contacto com o ar quente, explode (o diesel é um liquido explosivo, enquanto a gasolina é um liquido inflamável).
Na pratica, um motor a diesel é sempre menos rotativo que um a gasolina, e desenvolve mais binário a rotações mais baixas que um a gasolina (o binário é a força de rotação que o motor faz e exprime-se em newtons por metro, ou seja é quantidade força que faz por unidade de distancia. Por exemplo, quando se está a apertar uma porca com uma chave inglesa faz-se exactamente uma força de binário. Já a potência, expressa em cavalos normalmente nos carros, é quantidade de energia concedida pelo motor numa unidade de tempo. Dizer que um motor tem 100cv / 6000rpm quer dizer que durante o tempo que o motor está a rodar a 6000 rotações por minuto, concede 100 cavalos de potência).
No entanto o motor a gasolina, informalmente explicando, consegue manter a força por mais tempo que um motor a diesel, porque o motor a diesel “esgota” mais rapidamente, na prática isto quer dizer que enquanto um motor a gasolina vai sem problemas até as 6000 rotações, um motor a diesel vai até as 4500 só.
Dito isto, as vantagens do motor a diesel são o baixo consumo de combustível, o facto de ser capaz de produzir mais força que um motor a gasolina (daí ser um motor mais apropriado para camiões, por exemplo) e o facto de um motor a diesel ser tido normalmente como sendo mais durável que um motor a gasolina, em parte porque é menos rotativo, ou seja, “mexe-se” menos. No entanto, hoje em dia, este factor tem-se vindo a tornar menos verdade pois com o esforço dos fabricantes para aumentar a performance dos motores a diesel, a inclusão de turbos e o aumento da pressão de entrada do diesel, por exemplo, causa mais stress aos componentes e consequentemente baixa-lhes a durabilidade.
O motor a gasolina é um motor rotativo e quando comparado com o seu equivalente a diesel, ainda é, normalmente, sempre o consegue melhor performance.
quinta-feira, março 04, 2010

PostHeaderIcon Jimi Hendrix a tocar Lady Gaga?

jimi_ladyComo seria o som de Jimi Hendrix a tocar músicas da Lady Gaga ?
Uma empresa Americana promete poder fazer isso mesmo. Num artigo da revista Wired, Eliot Van Buskirk conta que a empresa Zenph Sound Innovations pega em discos de artistas já falecidos e modela a sua personalidade musical com recurso a algoritmos de inteligência artificial com o objectivo de criar novas músicas.
A empresa espera ainda produzir um software que permita aos músicos tocar com versões virtuais dos maiores nomes da música.
Num campo mais pratico e mais actual, este trabalho permite reunir música com estilos idênticos para bandas sonoras de filmes. 
Voltando à questão inicial, uma vez criado o modelo da personalidade musical de Jimi Hendrix, seria possível, através deste software, ouvir qual ia ser o resultado deste guitarrista a fazer um cover de uma música da Lady Gaga.

 

Fonte:

http://entertainment.slashdot.org/story/10/03/03/175209/How-Artificial-Intelligence-Is-Changing-Music

quarta-feira, março 03, 2010

PostHeaderIcon Desktop Warfare

Desktop Warfare, para quem não sabe, é uma brincadeira que consiste em construir reproduções de armas que fazem lembrar bestas, catapultas ou lançadores de dardos, por exemplo, usando itens do dia a dia, como canetas, lápis, elásticos, molas ou clips – embora também nada impeça de usar pedaços de madeira para o efeito – com o objectivo de disparar um lápis para a outra ponta da casa só pela piada da coisa.

Levado por este espírito, uma vez construi um Trebuchet, que neste momento decora o topo do meu armário e que chegou a fazer-me buracos na parede. Confesso que fiquei impressionado com a força deste engenho e depois disto já não admira o facto destas maquinas de guerra, no seu tempo, deitarem muralhas abaixo.

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Como se pode ver mais ou menos na foto, o engenho foi todo construído com tiras de madeira quadradas que foram juntas com fio e cola branca. Já o construí à algum tempo mas se bem me recordo não usei pregos nem parafusos, com excepção de um parafuso grande central para fazer de eixo. Os contrapesos são chumbadas de pesca.

Para além disto, também já cheguei a fazer Crossbows com lápis, elásticos e clips, mas já não tenho nenhum para mostrar.

 

No entanto, há quem vá mais longe que eu e até escreva livros sobre o assunto.

Como por exemplo no livro “Miniweapons of Mass Destruction: Build Implements of Spitball Warfare” onde o autor John Austin mostra formas de construir várias destas armas com itens que se encontram em qualquer casa, isto é, canetas, lápis, elásticos, molas, etc.

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Este livro terá sido baseado num outro, “The Art of the Catapult: Build Greek Ballistae, Roman Onagers, English Trebuchets and More Ancient Artillery”, de William Gurstelle em que podem encontrar planos para construir estas maquinas de guerra dos tempos passados, mas com recursos a materiais mais normais, por outras palavras, com recurso a pedaços de madeira. 

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Há ainda disponível na Internet kits para a construção destas brincadeiras, como podemos encontrar por exemplo, no site www.firebox.co.uk.

Vale a pena investigar o assunto.

segunda-feira, março 01, 2010

PostHeaderIcon O teste do espelho

O teste do espelho é um teste usado para determinar se um animal é capaz de ter consciência dele próprio quando vê a sua imagem reflectida num espelho.
Em regra geral, o teste consiste em colar marcas com tinta inodora no animal, enquanto este esta anestesiado, num local em que ele não consiga ver directamente e, posteriormente, estudar a reacção do animal quando este é colocado frente a um espelho.
São poucos os animais que conseguem passar neste teste. Bonobos, chimpazés, orangotantos, humanos, gorilas, algumas espécies de golfinhos, orcas, elefantes, o pássaro pica pica e os polvos são alguns dos poucos exemplos existentes. Já foram observados porcos a passar neste teste, numa versão adaptada do mesmo. É ainda de notar que nem todos os indivíduos são capazes de o fazer e que nos humanos, normalmente é só partir dos 24 meses que esta capacidade surge.


European MagpieNo caso do pássaro pica pica (European Magpie) é observado que quando se ccoloca uma marca debaixo de bico, este ao ser posto em frente a um espelho, remove  essa mesma marca, denotando assim que ele se reconhece a si próprio no espelho.









O teste dos espelho e os robôs
awarerobot_zoom Com o desenvolvimento da tecnologia e da inteligência artificial, os investigadores começaram a questionar-se se seria possível que um robot passasse neste teste.
Na universidade japonesa de Meiji foi feito esse teste. Foram construídos quatro robôs e foi feito um teste para determinar se um deles o conseguia fazer.Em poucas palavras, seria verificado se o robot conseguia imitar-se a si próprio baseado na imagem que veria no espelho. Sendo que os outros 3 tinham um aspecto físico idêntico ao dele, o robot teria não só de reconhecer o seu aspecto físico como também reconhecer os seus movimentos e relacionar estes dois factores.
O teste foi bem sucedido pois em 70% das vezes o robot principal conseguiu reconhecer a sua própria imagem reflectida no espelho sem a confundir com os demais.
No entanto isto não significa que o robot tenha consciência dele próprio, apenas que foi programado com um algoritmo com esse objectivo. O robot reconheceu a sua imagem no espelho mas daqui a afirmarmos que ele teve consciência dele próprio ainda vai, na minha opinião, uma longa distancia. Ainda assim não deixou de ficar provado com esta experiencia que é possível reproduzir esta característico num robot.
Duvido seriamente que, caso o espelho apresentasse uma imagem distorcida, o robot fosse capaz de se reconhecer enquanto pelo menos um humano é capaz de o fazer. É a diferença entre a dita inteligência artificial e a inteligência real.


Fontes:
http://en.wikipedia.org/wiki/Mirror_test
http://en.wikipedia.org/wiki/European_Magpie
http://www.conscious-robots.com/en/conscious-machines/conscious-robots/can-a-robot-pass-the-mirror.html
http://www.flickr.com/photos/dragoms/3945315237/
quinta-feira, fevereiro 25, 2010

PostHeaderIcon Jet-Pack ?

jet-pack-220_2_1585395f Uma companhia da Nova Zelândia, a Martin Aircraft Company, está a plenar colocar um produção um Jet-Pack. O objectivo será produzir 500 unidades por ano e o custo deste aparelho será cerca de 56700€.
O Jet-Pack tem 200 cavalos de potência gerados por dois propulsores, pesa cerca de 115kg e poderá viajar 48km em 30min com um tanque de combustível.
Os testes mais recentes indicam que o aparelho pode atingir os 2400 metros de altura e atingir cerca de 100km/h.


Fonte:
http://www.telegraph.co.uk/news/worldnews/australiaandthepacific/newzealand/7307195/Flying-into-the-future-New-Zealand-company-to-make-personal-jet-packs.html
quarta-feira, fevereiro 24, 2010

PostHeaderIcon O iPad e a Apple

Recentemente a Apple lançou, no meio de um clima hype, certamente obra do Sr. Steve Jobs, o iPad.800px-IPad-01

O iPad é, em poucas palavras, um “Tablet” que esta algures entre um smartphone e um computador. Observando as características técnicas deste novo produto torna-se obvio para alguns que lhe falta muita coisa.

A Apple chama ao iPad um produto revolucionário mas certamente que não o é tecnicamente. Será, talvez, revolucionário por estar de certa forma a criar um novo segmento de mercado, sendo que nem é um telemóvel, nem é um PDA, nem é um computador. A meu ver a Apple está a entrar num segmento ao qual os netbooks (eeePC’s da Asus e afins) pertencem ou estão lá perto que é o segmento dos computadores para quem apenas quer um computador para ouvir umas músicas, ver uns vídeos, consultar o e-mail, ver umas páginas da Internet, comunicar com online com quem conhece, gerir os seus espaços online (Facebook’s, Blog’s e afins) e pouco mais.

Tecnicamente não vejo nada de revolucionário no iPad. O touchscreen é uma tecnologia já bem implementada e de resto, duvido que o iPad tenha mais tecnologia que um telemovel touchscreen.

Ao olharmos para as características técnicas do iPad, um olho mais atento às mesmas, verifica desde logo que as únicas opções de conectividade que temos disponíveis são Bluetooth, Wifi e 3G, sendo que o slot para cartões 3G é para cartões microSIM, coisa que não é usada na Europa. O iPad não contempla se quer uma porta USB para o utilizador poder ligar a sua PenUSB e usar os seus ficheiros. Ao que parece, a justificação da Apple é que assim consegue manter o iPad livre de vírus. É certo que assim, também prende o utilizador ao conteúdo disponível na Web. Não sei que até ponto o iPad permitirá descarregar conteúdos da Internet mas segundo me parece esta opção será limitada. Também não sei será possível transferir ficheiros pessoais por Bluetooth, mas mesmo que seja esta opção não me parece muito viável pois a transferência grandes via Bluetooth é lenta e não muito práctica.  Ou seja, o utilizador do iPad estará, à partida,  limitado à Apple Store, ao iTunes Store e ao iBookStore para transferir para o seu Tablet música, vídeos, software ou e-books. E isto ignorando o facto de que a iBookStore está disponível para já apenas nos USA. – Tal como no caso do slot para cartões 3G, citando o site www.pplware.com, “O mundo são os Estados Unidos e o resto é paisagem?”.

Uma dado também de certa forma curioso é que o iPad não suporta Flash nativamente, isto é, “out of the box” e, tanto quanto sei, neste momento ainda não é possível instala-lo manualmente. Segundo consta, a Apple optou por não introduzir suporte para o Flash porque este causa muitos problemas e crasha muito – o que é verdade – e que a Internet esta a rumar para o HTML5 (em poucas palavras, o HTML5 é um standart, isto é, não pertence a ninguém ao contrário do Flash que pertence à Adobe, que vai fazer o mesmo que o Flash de uma forma, espera-se, mais estável e melhor.)  – o que também é verdade, mas a longo prazo. Ainda vão passar mais um par de anos, no mínimo, até o HTML5 invadir a Internet em força. E isto é curioso porque a Apple, que tanto publicita um produto que “simplesmente funciona”, como vou falar mais abaixo, deixa de fora o Flash que, sendo bom ou não, faz parte de um grande número de sites da Internet. E sem suportar o Flash vai ser inútil visita-los através de um iPad.

Tendo em conta apenas as características técnicas e o que pode fazer um iPad (deixando de lado como faz, se faz de uma forma bonita ou se o faz bem ou mal) e a relação custo/beneficio (mais uma vez deixando de fora neste “beneficio” se é bonito ou não, se tem estilo ou não, etc) o iPad tende para o inútil.

Ao analisar a concorrência, surge um competidor que, olhando para as características técnicas, aparenta bater o iPad – o HP Slate. O HP Slate tem, por exemplo, entradas USB, multitasking, câmara e o Windows 7 que, para todos os efeitos, é um sistema operativo para computador e não um sistema operativo desenvolvido para um telemóvel como é o iPhone OS presente no iPad, se bem que admito que a vantagem deste ultimo ponto seja discutível. E como tem o Windows 7, suporta o Flash.

 

O iPad é, no fundo, eye-candy, um gadget, com poucas capacidades mas bonito e atraente.

 

Apple-logoEntão, se produtos da Apple como o iPad e o iPhone são batidos pela concorrência em características técnicas, como é que conseguem o sucesso que têm ?

A resposta, na minha opinião, está na forma como a Apple posiciona os seus produtos. A Apple publicita os seus produtos como sendo funcionais, isto é, funcionam sempre, fazem o que é suposto e fazem-no bem.

Este feito da Apple, aliado à imagem inovadora e a um design elegante, simplista e atractivo cativo um publico que está menos interessado no poderia técnico de um aparelho e mais interessado em ter um peça de tecnologia bonita, que faça o que é suposto e o faça sempre sem lhe causar problemas. - “Eu sou diferente, eu tenho um Apple.”

Mas, focando-me novamente na parte técnica, como é que a Apple consegue esta funcionalidade e qualidade aparente elevadas?

Primeiro, e abrangendo de uma forma geral todos os produtos, a Apple desenvolve o seu software tendo sempre em mente a alta funcionalidade para o utilizador. O software da Apple é, regra geral, intuitivo, fácil de usar. Por outro lado, limita o que o utilizador pode definir ou escolher. A Apple desenvolve software para um utilizador que, por exemplo no caso de um browser, esta à procura de um browser que se limite a abrir a página que ele quer e que não esta preocupado com os detalhes ou configurações da aplicação – e a Apple trata disto por ele.

No caso dos computadores, os Mac’s são tidos como mais estáveis que um PC. A meu ver, a explicação disto é simples. A Apple controla totalmente o hardware e parcialmente o software  que corre nos seus computadores. Quando a Apple está a desenvolver o seu sistema operativo, o OSX, ou um update para o mesmo, sabe de antemão em que hardware ele vai correr. Isto permite uma melhor optimização e resulta num sistema mais estável.

Por seu lado um sistema operativo que seja desenvolvido para correr em computadores que podem ter milhares se não milhões de combinações de componentes de hardware diferente tem aqui uma dificuldade que a Apple não tem. Um Windows ou um Linux tem que ter em conta que pode correr em qualquer uma destas combinações diferente, ou seja, tem que ser mais genérico na interacção que faz com o hardware e isto inevitavelmente pode torna-lo num sistema operativo mais instável que o OSX porque é impossível ao programador prever ou testar todas as combinações de hardware possíveis que coincidam com os requisitos mínimos do sistema.

No campo dos iPod’s, iPhones e iPad’s a Apple usa outras técnicas para atingir a tal funcionalidade e fiabilidade.

Na minha opinião, a falta de multitask no iPhone e no iPad não é por acaso e tem a ver com isto mesmo. O multitask permite correr várias aplicações em simultâneo e, o que acontece no iPhone e no iPad, como não têm multitask, é que só se pode correr uma aplicação de cada vez. Fecha uma e só depois abre a outra. O multitask consome mais bateria, mais recursos e pode causar instabilidade. Ao abdicar do multitask, estes produtos da Apple ganham nisso mesmo: menos consumo de bateria e mais estabilidade ao executar aplicações, indo de encontro ao que a Apple diz, “faz o que é suposto e fá-lo bem.”

Não vou deixar de referir um facto que acho curioso nos iPod’s. Já constatei que um iPod com o volume no máximo, toca mais baixo que a maioria dos outros players. Acontece que, ao tocar no máximo, muitas vezes o som distorce e, quanto mais alto o som está mais energia consome. Se o volume no iPod’s estiver limitado a um determinado nível, em primeiro lugar vai consumir menos bateria e em segundo o som nunca vai distorcer e vai dar ao utilizador um qualidade aparente superior.

Excluindo os computadores pois penso que não podem ser totalmente incluídos “no mesmo saco”,  tudo isto são técnicas e estratégias que a Apple aplica e muito bem e, por isto, tiro o meu chapéu ao Sr. Steve Jobs. Pecando por vezes na falta de características técnicas ou de poderio técnico (recordo-me agora que o primeiro iPhone não suportava MMS’s), a Apple consegue cativar os utilizadores com um produto inovador, bonito e que “faz o que é suposto” sem que o utilizador se tenha de preocupar muito com isso. Por exemplo, basta ligar o iPhone ao computador e o iTunes encarrega-se de efectuar backups, sincronizações e actualizações quase sem que o utilizador dê por isso.  O utilizador limita-se a usa-lo e a Apple encarrega-se do resto. Além disto mantém uma elevada funcionalidade e fiabilidade aparente em parte à custa de remover as tais características técnicas. Juntando a estes factores um preço algo elevado a Apple consegue também, em minha opinião, manter uma certa cultura de exclusividade em relação aos seus produtos. 

Em conclusão, começo por dizer que não estou a tentar dizer mal ou bem da Apple. É a minha opinião sobre uma marca que admiro não tanto pelos seus produtos mas como pela maneira que os vende e pela maneira como cativa um publico alvo que quer um produto que “simplesmente trabalhe” e que não se quer preocupar com características técnicas ou configurações. Eu, certamente, não faço parte desse publico, mas cada vez mais gente faz. Porque é certo que apesar de pecar características técnicas a Apple consegue em grande parte fazer o que promete: Vender um produto que “simplesmente funciona.”

Referências:

http://pplware.sapo.pt/2010/01/29/os-pecados-mortais-do-ipad/

http://www.apple.com

http://en.wikipedia.org/wiki/IPad

http://en.wikipedia.org/wiki/Apple_Inc.

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